Vigilância Epidemiológica divulga boletim da gripe SC

De 1º de janeiro a 8 de abril (SE 14), foram confirmados 147 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina. Destes, 15 (10,3%) foram confirmados para Influenza, sendo um (6,7%) pelo vírus Influenza A (H1N1)pdm09, 12 (80,0%) pelo vírus A (H3N2), um (6,7%) estão aguardando subtipagem para identificação do tipo de vírus influenza A e um (6,7%) pelo vírus influenza B. Outros 103 (70,1%) casos de SRAG tiveram resultado negativo para influenza A e B (SRAG não especificada), um (0.7%) SRAG por outro vírus respiratório e 28 (19,0%) casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial (Tabela 1).

Tabela 1: Casos de SRAG segundo classificação final e agente etiológico. Santa Catarina, 2017.

Classificação Final Casos
n %
SRAG por Influenza 15 10,3
Influenza A(H1N1)pdm09 1 6,7
Influenza A(H3N2) 12 80,0
Influenza A (subtipagem em andamento) 1 6,7
Influenza B 1 6,7
SRAG não especificada 103 70,1
SRAG por outros vírus respiratórios 1 0,7
SRAG por outros agentes etiológicos 0 0,0
Em investigação 28 19,0
Total   147 100
       

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 12/04/2017). Dados sujeitos a alterações.

Os municípios que apresentaram casos confirmados de SRAG pelo vírus Influenza foram: Blumenau (2 casos), Florianópolis (2 casos), Sangão (2 casos), Balneário Camboriú (1 caso), Chapecó (1 caso),Imbituba (1 caso), Itajaí (1 caso), Lages (1 caso), Mafra (1 caso), Palhoça (1 caso),e Tunápolis (1 caso), e um caso residente no Estado do Paraná. Em relação à idade, os casos de SRAG confirmados por influenza, acometeram indivíduos nas faixas etárias: <2 anos (um caso), de 20 a 29 (um caso), de 30 a 39 (quatro casos), de 40 a 49 (dois casos), de 50 a 59 (quatro casos) e acima de 60 anos (três casos)(Tabela 2).

TABELA 2: Casos confirmados de SRAG por influenza segundo faixa etária (em anos) e subtipo viral. SC, 2017.

Faixa Etária          (em anos) Influenza  A ( Subt. em andamento)
n %
<2 1 6,7
2 a 4 0 0,0
5 a 9 0 0,0
10 a 19 0 0,0
20 a 29 1 6,7
30 a 39 4 26,7
40 a 49 2 13,3
50 a 59 4 26,7
>= 60 3 20,0

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 12/04/2017). Dados sujeitos a alterações.

Dos quinze casos de SRAG confirmados como influenza, nove apresentaram algum fator de risco associado, treze evoluíram para a cura e 2 (dois) óbitos. Somente 1 (um)paciente não fez uso do antiviral Oseltamivir(Tamiflu) e quatorze fizeram uso de antiviral em até 5 dias após o início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e, pelo menos, mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia).

Perfil dos óbitos em Santa Catarina

Até o dia 12/04/2017, foram notificados 15 óbitos por SRAG. Sendo 02 (dois) casos confirmados pelo vírus Influenza A (H3N2), 12 (doze) tiveram resultado negativo para o vírus influenza A e B, classificados como SRAG não especificada de um caso diagnosticado como SRAG por outros vírus respiratórios.

Tabela 3: Óbitos de SRAG segundo classificação final e agente etiológico. Santa Catarina, 2017.

Classificação Final Óbitos
N %
SRAG por Influenza 2 100,0
Influenza A(H1N1)pdm09 0 0,0
Influenza A(H3N2) 2 100,0
Influenza A (subtipagem em andamento) 0 0,0
Influenza B 0 0,0
SRAG não especificada 12 80,0
SRAG por outros vírus respiratórios 1 6,7

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 12/04/2017). Dados sujeitos a alterações.

Os dois óbitos acometeram pacientes residentes em Lages e Florianópolis, que apresentaram fatores de risco associados, sendo um portador de Diabetes Miellituse outro de doença cardiovascular crônica e obesidade. Ambos fizeram uso de oseltamivir três dias após o início dos sintomas.

Comparação de casos confirmados de SRAG pelo vírus influenza 2012- 2017

O monitoramento dos casos de SRAG, confirmados por influenza por meio do SINAN Influenza Web,indica que no período de 2012 a 2015 o aumento na detecção de casos sempre iniciava na última semana do mês de abril. Já em 2016, observa-se um aumento no número de casos confirmados de SRAG por influenza a partir da SE 9 (28/2 a 5/3), com um pico na SE 14 (3 a 9/4), logo após, verifica-se uma queda no número de casos até a SE 21 (22 a 28/5).Em 2017, até a SE 14, os casos apresentados estão dentro do esperado para o período (Figura 5).

Os meses de janeiro a abril sempre foram meses de baixa circulação de vírus influenza em Santa Catarina, tendo sido confirmados, nesse período, oito casos em 2012, 21 casos em 2013, sete casos em 2014 e seis casos em 2015. Em 2016, neste período, foram confirmados 404 casos de SRAG por influenza, uma ocorrência atípica para este tipo de vírus. Os meses de maio a agosto são aqueles em que, historicamente, há maior circulação do vírus influenza, e a ocorrência de casos em 2016acompanhou a tendência histórica. Em 2017, os números acompanham as tendências apresentadas até o ano de 2015.(Figura 1).

TABELA 4: Casos confirmados de SRAG por influenza mês de início dos sintomas. SC, 2012-2017.

Mês 2012 2013 2014 2015 2016 2017*
Janeiro 2 2 2 2 1 0
Fevereiro 1 1 0 1 11 4
Março 0 3 2 0 111 8
Abril 5 15 3 3 281 3
Maio 186 61 14 31 159
Junho 463 84 35 16 93
Julho 89 175 44 30 51
Agosto 4 108 37 9 11
Setembro 0 35 26 9 11
Outubro 0 11 4 12 11
Novembro 0 6 2 5 13
Dezembro 0 1 3 1 5
Total 750 502 172 119 758 15

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 12/04/2017). Dados sujeitos a alterações.

Em relação aos tipos de vírus influenza predominantes em Santa Catarina, em 2012 houve predomínio do vírus influenza A (H1N1) pdm09, com 722 casos e 75 óbitos. Em 2013, o vírus influenza A (H1N1) pdm09 também predominou (229 casos e 34 óbitos), no entanto, os casos de influenza A (H3N2) também foram significativos (133 casos e seis óbitos). Em 2014, ocorreu um predomínio na circulação do vírus influenza A (H3N2) (146 casos e nove óbitos). Em 2015, ocorreu uma baixa circulação de ambos os vírus. (Tabela 8). Em 2016, houve o predomínio do vírus influenza A (H1N1) pdm09 (722 casos e 114 óbitos). Em 2017, até o fechamento deste boletim,é possível indicar que o vírus que irá circular nessa temporada será o vírus A (H3N2).

TABELA 5: Casos confirmados de SRAG por influenza segundo classificação final. SC, 2012-2017*.

Classificação Final 2012 2013 2014 2015 2016 2017*
Casos Óbitos Casos Óbitos Casos Óbitos Casos Óbitos Casos Óbitos Casos Óbitos
SRAG por influenza 750 75 499 42 174 13 119 20 758 117 15 2
Influenza A (H1N1)pdm09 722 75 229 34 21 4 54 16 722 114 1 0
Influenza A (H3N2) 5 0 133 6 146 9 47 2 1 0 12 2
Influenza A (subtipagem em andamento) 0 0 2 0 0 0 0 0 8 0 1 0
Influenza B 23 0 135 2 7 0 18 2 27 3 1 0

Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 12/04/2017). Dados sujeitos a alterações.

– Os dados contidos nesse informe são da vigilância universal de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus influenza, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves de SRAG causados pelo vírus. Os dados são coletados pelas secretarias municipais de saúde por meio de formulários padronizados e inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação on-line: SINAN Influenza Web. As amostras laboratoriais são coletadas e encaminhadas para análise no Laboratório Central (Lacen). As informações apresentadas neste informe são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 1 a 14 de 2017, ou seja, casos com início de sintomas de 3/1/2017 a 08/04/2017.

– Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) refere-se aos casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica que, na maioria dos casos, levam à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B; ou por bactérias, fungos e outros agentes.

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