Polícia Civil realiza, com sucesso, campanha de prevenção de desaparecimento de crianças em praias de SC

Nesta Operação Veraneio, mais de 10 mil crianças receberam a pulseira de identificação e 4.500 folders com dicas de prevenção e materiais educativos foram distribuídos, desde dezembro, até o momento, nas principais praias de Santa Catarina. Uma Delegacia Móvel foi disponibilizada para atender neste projeto que visa alertar, os pais ou responsáveis, em redobrar a vigilância com seus filhos na praia, onde o índice de crianças perdidas e desaparecidas aumenta nesta época do ano. As praias atendidas, no início do projeto, foram São Francisco do Sul, Itapoá, Barra do Sul, Itajaí (praia Brava), se estendendo para Palhoça (praia da Pinheira e Ponta do Papagaio), Laguna (praia do Mar Grosso, Molhes da Barra e Farol de Santa Marta) e Balneário Rincão. O veículo esteve presente nos locais de maior fluxo de turistas e banhistas nas sextas-feiras, sábados e domingos, cada dia em uma cidade diferente. Este trabalho de orientação e divulgação encerra na próxima semana.

Para o policial civil, Renato do Amaral, a parceria entre a Polícia Civil, através da Delegacia Regional de Joinville e a ONG Crianças Desaparecidas, é considerada muito positiva por se tratar de uma campanha de prevenção e orientação à população catarinense. “Posso garantir que o número de desaparecimentos durante a campanha diminuiu muito”, explica.

Segundo o policial, há muitos casos de desatenção, de descuido, principalmente em praias movimentadas e em festas de grande concentração de pessoas, como o carnaval. “No site da ONG ainda consta 18 crianças desaparecidas em SC. Mas este trabalho sendo realizado, desde 2011, fez com que 127 crianças fossem encontradas”, afirma.

O policial informa ainda que a lista é atualizada de acordo com informações oficiais de Boletins de Ocorrência. “Foram percorridos 55,61 quilômetros a pé, pelas praias e, um dos resultados positivos e que me deixa ainda mais motivado para as próximas temporadas, foram o reconhecimento e o agradecimento das pessoas pela iniciativa tanto da Polícia Civil, quanto da ONG”, concluiu.

Clarissa Margotti

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