Plebisul divulga resultado da consulta popular sobre separação do Sul do país

O primeiro Plebisul – Consulta Popular, que aconteceu no último sábado, dia 1º de outubro, em todo o território Sul-Brasileiro teve seus dados oficiais divulgados na noite desta terça-feira, dia 3, pela Comissão central Organizadora (CCO) do evento.

De acordo com a organização, ao todo votaram 616.917 eleitores nos três estados. Destes, 95,74% disseram sim a pergunta “Você quer que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”. As opções para a resposta na votação foram Sim e Não. Apenas 4,26% dos eleitores disseram que “Não”. Ao todo o Movimento O Sul é o Meu país sob o comando da CCO do evento mobilizaram cerca de 20 mil ativistas nos três estados que trabalharam como voluntários na Consulta como mesários e presidentes de urnas espalhadas por mais de 500 municípios. 

Os números por Estado 

O Paraná registrou os maiores números de rejeição a proposta, mas mesmo assim, os que desaprovam a ideia somaram apenas 11,18% dos eleitores. A maioria absoluta, 88,82% optaram pelo Sim. Em Santa Catarina, menor estado da Confederação Sulista 94,63% votaram Sim a Independência do Sul e 5,37% disseram nas urnas Não a proposta. O Rio Grande do Sul foi o Estado que mais uma vez foi campeão na aprovação a proposta. Exatos 97,21% dos gaúchos votaram Sim a proposta de independência e apenas 2,79% disseram Não.

A superintendente do movimento “O Sul é o Meu País” no Estado, Anidria Rocha, explica que novas consultas devem ser realizadas até 2017, antes de dar encaminhamento à pauta. O movimento quer levar a proposta à Organização das Nações Unidas (ONU).

 

No Rio Grande do Sul, cidades nas regiões do Vale do Caí, Taquari e Serra Gaúcha tiveram maior participação. Em Porto Alegre, teriam sido 10 mil pessoas. “O povo não aguenta mais ver esta teta chamada sul alimentando grandes oligarquias. Há 25 anos a gente tenta de vários meios chegar a um senso pacífico para transformar esta realidade”, argumenta Moisés dos Reis, presidente da comissão do Plebisul em Porto Alegre.
“Votei pelo sim, penso que nós, aqui do Sul, temos condições de se sustentar e gerar riquezas, hoje geramos impostos e são exportados”, alega o gestor de negócios José Bruno Maciel Gonçalves, que mora em Porto Alegre. “O dinheiro vai e não volta para nós. Não tem que separar?”, provoca Vilmar Kray, metalúrgico de Novo Hamburgo.

O movimento estabeleceu como meta chegar a 5% dos eleitores de cada estado. Em Santa Catarina, foram 272 mil e eram buscados 230 mil. No Rio Grande do Sul, alcançou-se 397 mil, e a meta era de 372 mil. Mas no Paraná foram apenas 24 mil votos. “Não é o ponto fraco, faltou organização. A aceitação é enorme entre os paranaenses”, garante Anidria. Foram 15 meses de preparação da consulta, com gasto de R$ 100 mil. Em Santa Catarina, chegou a haver ameaça da área de segurança de impedir a consulta, que muitos veem com afronta a leis brasileiras.

O movimento, segundo Anidria, foi inspirado no livro A independência do Sul, de 1986, lançado pelo advogado Sergio Alves de Oliveira, em Montenegro. Em 1992, “O Sul é o Meu País” foi criado. A superintendente diz que os adeptos se socorrem em Resolução da 1.514, da ONU, de 1960, que trata da Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais. O processo deve ser encaminhado à União de Povos e Nações não Representadas (Unpo) em busca de reconhecimento.

Os resultados finais da votação:

TOTAL DE ELEITORES

PARTICIPANTES: 616.917

SIM: 95,74%

NÃO: 4,26%

PARANÁ:

SIM: 88,82%

NÃO: 11,18%

SANTA CATARINA:

SIM: 94,63%

NÃO: 5,37%

RIO GRANDE DO SUL:

SIM: 97,21%

NÃO: 2,79%

Informação: http://www.sullivre.org/

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