Grupo de teatro da FIC participou do 16º Jogos de Teatro, Texto, Interpretação e Técnica nas Artes Cênicas

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O grupo de teatro Trapos e Farrapos, da Fundação Indaialense de Cultura (FIC), participou no último domingo, 4 de junho, do 16º Jote-Titac (Jogos de Teatro, Texto, Interpretação e Técnica nas Artes Cênicas). O evento aconteceu em Blumenau, a partir de um movimento chamado Teatrando, que retomou o Jote-Titac, pois desde 2009 não era realizado.

Os jogos foram uma experiência incrível para os alunos/atores e para a professora de Teatro da FIC, Liziane Fátima Largura, já que era uma maratona de teatro realizada em dois dias e meio. Na quinta-feira à noite, 1º de junho, o grupo participou do sorteio, no qual continham três textos que dariam ao grupo o direito de escolha de um deles. A partir do momento da escolha do texto, o grupo tinha dois dias para montar a peça e planejar cenário, iluminação, figurino e produção geral, incluindo criação de cartaz, programas para o espetáculo, transporte de materiais e outras necessidades.

O grupo optou pela escolha do texto “Os filhos de Blumenau”, de Giba de Oliveira, um texto bastante poético e dramático, o qual também foi um desafio para a direção que tem como pesquisa a comédia. O texto abordava a busca pela liberdade de expressão, do sair da mesmice e do progredir no avanço de solução de problemas repetitivos como, por exemplo, as enchentes.

No domingo, 4, aconteceram as apresentações na Furb (Fundação Universidade Regional de Blumenau). O grupo tinha como regra 30 minutos para montar a iluminação e o cenário e arrumar a plateia de no mínimo 100 pessoas no espaço – plateia essa que esteve lotada em todas as 11 apresentações do evento -, além de 30 minutos para se apresentar e mais 30 minutos para desmontar o espaço. Ao fim de cada três peças tinha um debate com profissionais da área do teatro que analisaram a apresentação. Esse foi um momento de extrema importância, pois apontou os acertos e erros do processo.

A professora de Teatro enfatiza que “ao fim do dia do Jote-Titac ficou a sensação de dever cumprido, a dor no corpo do cansaço da maratona de horas de ensaio e planejamento para tudo ficar pronto e dar certo, da tensão da apresentação, mas, sobretudo, o que ficou é o grande aprendizado que o evento propicia e a vontade de querer participar de novo. É um intensivo de estudo teatral num desafio constante que liberta no ser aluno/ator e direção o processo criativo”.

Participaram da montagem na atuação: André Lopes Batista, Andressa Freitas, Felipe Moreno, Gabriela Voltolini, Kaê Sehem e Ycaro Corrêa. A operação de luz ficou com Thauane da Cunha, e a direção e concepção de luz e sonoplastia foi da professora de Teatro da FIC, Liziane Largura. As demais funções como cenário, produção e figurino foram escolhas do grupo.

Graciely Guesser Ramos

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