Estado Islâmico reivindica ataque de caminhão contra feira natalina em Berlim

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O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira (20) o atentado contra uma feira natalina em Berlim, ocorrido na noite desta segunda-feira (19), segundo reportou a agência de propaganda da organização, Amaq. No ataque, um caminhão foi lançado na multidão, deixando 12 mortos e 48 feridos. As informações foram divulgadas pela Agência France-Presse (AFP).

“Um soldado do Estado Islâmico executou a operação de Berlim, em resposta aos apelos de visar cidadãos de países da coalizão internacional” que luta contra o grupo extremista, destacou a agência.

A diretora do portal “Site”, que monitora as atividades dos extremistas na internet, Rita Katz, informou jnesta segunda-feira que o grupo terrorista Estado Islâmico tinha dado “instruções” para realizar ataques em mercados de Natal. Katz ainda lembra que o EI reivindicou o atentado ocorrido em Nice, em 14 de julho deste ano, que teve mecanismo semelhante.

Suspeito liberado

O homem de 23 anos, que foi detido na noite desta segunda-feira (19), apontado como principal suspeito pelo ataque terrorista na cidade de Berlim foi liberado pela polícia por falta de evidências. Segundo o canal “CNN”, os investigadores alemães afirmaram que “não existem provas suficientes contra o suspeito”.

Segundo os oficiais, o paquistanês que foi detido pode não ser o motorista do caminhão que entrou em uma feira de natal, atropelando e matando 12 pessoas, além de ferir outras 48. O responsável pelo ato ainda não foi identificado e tampouco capturado pelos oficiais da Alemanha.

“Até onde eu sei, não se pode ter certeza de que [ele] era o motorista. Estamos particularmente alertas. Por favor, esteja também alerta”, disse o comandante da polícia de Berlim, Klaus Kandt. Antes de o Estado Islâmico reinvidicar o ataque, a polícia tinha informado que o suspeito foi preso após ser perseguido por cerca de 2 km por uma testemunha, que manteve contato por telefone com a polícia.

*Com informações da Agência Brasil.

Último Segundo – iG

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