Educandários de Indaial engajados no movimento de conscientização do autismo

No dia 2 de abril celebrou-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, com o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre essa doença, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a população.

Atualmente, a rede pública municipal de educação de Indaial possui, incluídos em suas escolas e unidades, cerca de 110 alunos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de diversos níveis.

Com base nesse cenário, a Secretaria de Educação de Indaial esteve envolvida no movimento de conscientização do autismo. No mês de março aconteceram alguns encontros de formação e capacitação de professores da rede de Educação Especial e das Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), no qual foram trabalhados com esses profissionais as questões de conscientização e de que forma esse movimento seria abordado nos ambientes escolares.

Os professores, ao chegarem às escolas, elaboraram uma programação de atividades em conjunto com seus gestores e demais professores. Na semana que antecedeu a data foram realizadas palestras, teatros, contações de histórias, debates, apresentações de vídeos e filmes, construções de cartazes e exposições referentes ao tema.

Neste ano tivemos um forte envolvimento das escolas a respeito do assunto. Praticamente todas aderiram com alguma atividade. Muitos profissionais e alunos ainda se vestiram de azul, que é a cor oficial do movimento. A Secretaria de Educação se envolveu com a participação em algumas ações e material de apoio. O resultado foi positivo, visto que o movimento causou grande impacto nas redes sociais e sensibilizou crianças, familiares e toda a comunidade”, comenta a coordenadora de Educação Especial da Secretaria, Leila Daiana Martina.

Sobre o autismo

O autismo pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse transtorno caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados para interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos. Além dos déficits na comunicação social, o diagnóstico do TEA requer a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Graciely Guesser Ramos

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