Bombeiro pede que banhista consulte guarda-vidas para identificar área sem água-viva na praia

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina pede aos banhistas para que procurem informações com os guarda-vidas para saber se há presença expressiva de águas-vivas na praia. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Onir Mocellin, enquanto não forem instaladas bandeiras da cor lilás – prática padrão que indica a presença de águas-vivas – o meio mais seguro de evitar acidente é recorrer aos guarda-vidas.

Nesta temporada, os bombeiros já registraram mais de 43 mil casos de queimaduras em banhistas provocados por água-viva. “Apenas neste final de semana foram 6,5 mil, por isso é importante que as pessoas recorram ao local certo para evitar um acidente”, disse o coronel.

Em caso de acidentes com água-viva, o primeiro procedimento é jogar vinagre na área atingida para aliviar a dor. Segundo o comandante Mocellin, todos os postos guarda-vidas têm o produto à disposição. “É muito importante ressaltar que passar água doce ou esfregar o local só potencializam a introdução do veneno. Em casos onde a vítima estiver longe do recurso, a recomendação é utilizar a própria água do mar sobre o ferimento até o atendimento apropriado.

Ele explica que a queimadura provocada pela caravela – aquela que deixa uma mancha avermelhada na pele – pode ser muito grave e até levar à morte, dependendo da sensibilidade da pessoa ao veneno. As ocorrências mais graves evoluem em um curto espaço de tempo, e a pessoa normalmente apresenta vômitos, câimbras, convulsões, espasmos de glote e parada respiratória.

Francieli Dalpiaz 

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