Psoríase piora no inverno? O que fazer para evitar? Médica explica

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A psoríase é um problema de pele cujas causas ainda não são completamente conhecidas, mas sabe-se que pode estar relacionada ao sistema imunológico, à influência do meio ambiente e à suscetibilidade genética. “É uma doença cíclica, crônica e não contagiosa”, diz a dermatologista Christiane Gonzaga, membro das Sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia.

Por isso, não é possível evitar o surgimento da psoríase, mas alguns fatores podem aumentar a chance de desenvolver a doença, como estresse (que deixa o sistema imunológico mais fragilizado), obesidade, tempo frio, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas (que aumentam a chance de desenvolver a doença e também agravam o quadro já existente da doença).

“Apesar de ser pouco relatada em crianças, também pode atingir essa faixa etária. Muitos pacientes relatam que as primeiras crises se iniciaram antes dos 16 anos de idade. Geralmente, quando desenvolvida de forma aguda em crianças, é porque a doença apresenta alta incidência em familiares”, explica.

Psoríase no inverno

Ainda de acordo com a dermatologista, por ser uma doença que fica mais aguda quando a pele está ressecada, a psoríase costuma se manifestar mais gravemente em climas frios, quando a exposição solar é menor e as temperaturas mais baixas. “Os cuidados em todas as estações devem ser os mesmos. Nas temperaturas mais frias, deve-se intensificar o uso de hidratantes para evitar o ressecamento da pele”, diz.

Tratamento para psoríase

A melhor forma de cuidar do problema é utilizar cremes tópicos prescritos por um dermatologista, usar sempre hidratantes também prescritos pelo dermatologista, de preferência os que não possuem muito perfume e cor, pois são mais propensos a causar alergias, e tomar sol, mas sempre atento ao horário de exposição, que deve ser até as 10h e após as 16h. Ela explica ainda que não é indicado nenhum tipo de tratamento caseiro para psoríase. “Isso pode trazer uma piora ao quadro clínico”, alerta.

Além disso, o acompanhamento psicológico deve ser recomendado em alguns casos, visto que as lesões podem causar um grande impacto na autoestima do paciente. “Uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos também impulsionam a melhora e até o desaparecimento das lesões”, afirma.

Bolsa de Mulher.

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