Depressão aumenta o risco de ataques cardíacos

depressão pode levar a graves consequências ao coração. Segundo um novo estudo, pessoas que sofrem com distúrbios de humor podem ser até duas vezes mais propensas a terem ataques cardíacos. A conclusão é de pesquisadores da Concordia University, junto ao Montreal Heart Institute, McGill University, ao Hôpital Sacré-Coeur de Montréal, à Université du Québec àMontréal e à University of Calgary, todos do Canadá.

Para chegar à conclusão, 886 pessoas com idade média de 60 anos foram analisadas. Dessas, aproximadamente 5% foram diagnosticadas com algum distúrbio depressivo. Todos os participantes passaram por um exame de estresse, que consistia em praticar alguma atividade física, onde seus batimentos cardíacos e pressão sanguínea foram registrados. As taxas de recuperação cardíaca e os níveis de pressão arterial foram comparadas entre os pacientes deprimidos e não deprimidos.

O coração de pessoas deprimidas demorou mais tempo para voltar ao normal depois de uma situação estressante. Segundo os pesquisadores, a taxa de recuperação do coração depois da prática de exercício físico é uma das maneiras de se medir a resposta do corpo ao estresse. Quando essa habilidade sofre algum tipo de atraso, significa que o paciente tem algum tipo de disfunção na resposta ao estresse. Para eles, essa disfunção pode contribuir para o maior risco cardíaco.

Esse foi o primeiro estudo a analisar a resposta do coração ao estresse de uma pessoa com depressão. Os resultados foram publicados no periódico Psychophysiology.

Mulheres com depressão têm mais chances de sofrer AVC

A relação entre depressão e outras doenças já vem sido estudada. Outro estudo, este publicado no periódico Strokes: Journal of the Amecian Heart Association, revelou que mulheres vítimas da depressão têm mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que aquelas não diagnosticadas com a doença. A análise foi liderada por pesquisadores norte-americanos de centros como a Harvard School of Public Health.

A pesquisa contou com mais de 80 mil mulheres entre 54 e 79 anos. Todas faziam parte de uma análise chamada Nueses: Health Study, que as acompanhava desde meados dos anos 1970. Neste estudo, entretanto, foram observados registros médicos entre 2000 a 2006. Nenhuma delas havia tido um AVC antes de o estudo começar e 22% receberam o diagnóstico de depressão.

Os resultados mostraram que a probabilidade de as participantes com depressão sofrerem um AVC era 29% maior do que a de mulheres sem o problema. Durante o curso da pesquisa, mais de mil participantes sofreram um AVC.

Segundo os especialistas, não é a depressão isolada que aumenta as chances de AVC, mas, sim, os hábitos característicos de pessoas portadoras da doença. Isso porque indivíduos com depressão tendem a negligenciar cuidados com a saúde e ainda se tornam adeptos de práticas como o tabagismo e o sedentarismo.

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