Globo entrega “A Padroeira” à TV Aparecida sem cobrar nada

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A TV Aparecida recebeu um “presentão” na comemoração do jubileu de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul: a Globo não irá cobrar absolutamente nada pela cessão da novela “A Padroeira”, de Walcyr Carrasco, destaque da programação 2017 do canal católico.

Segundo o jornalista Ricardo Feltrin, as negociações para o licenciamento de conteúdo envolveram o arcebispo de Aparecida, cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, que levou o interesse da emissora pela trama à Globo; a família Marinho, católica, optou por não cobrar pela liberação de seu produto.

Caberá à TV Aparecida arcar com o pagamento dos direitos conexos do elenco (porcentagem paga a atores e atrizes pelo uso de imagens) e os direitos autorais da trilha sonora. Meandros do acordo, porém, são mantidos em sigilo, devido a cláusulas contratuais.

“A Padroeira” foi exibida entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, às 18h. Não foi propriamente um sucesso – a saída do diretor Walter Avancini, que faleceu enquanto a trama ainda estava no ar, e mudanças na narrativa e no perfil dos personagens influenciaram na audiência. Tem Deborah Secco e Luigi Baricelli, egressos do êxito de “Laços de Família”, à frente de um elenco que conta com Paulo Goulart, Yoná Magalhães, Stênio Garcia, Susana Vieira, Elizabeth Savalla, Mariana Ximenes, Murilo Rosa, Rodrigo Faro, Otávio Augusto, Laura Cardoso, Maurício Mattar, Luís Melo, Giulia Gam e Patrícia França.

Em tempo: Renato Aragão também cedeu gentilmente doze filmes de “Os Trapalhões”, que serão veiculados na emissora UHF a partir de março de 2017. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Renato será homenageado numa missa no Santuário Nacional e ganhará uma estátua no Museu de Cera de Aparecida.

RD1

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